
"Ser ou não ser - eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar em armas contra o mar da angústia - e, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir; só isso. E com o sono - dizem - extinguir as dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável. Morrer - dormir - Dormir! Talvez sonhar! Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa. (...)"
Algo mais: "Morrer; dormir; só isso."
Ao som de: Silêncio.
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