
Chove.
A vidraça chora.
O vento põe no parque um soluço de outono.
Range uma porta e bate, e parece que implora
Numa voz de abandono.
Chove...
Dir-se-ia que milhões de alfinetes acertam
Nos vidros frios e se espetam.
Chove
A vidraça chora.
O céu esconde a última nesga azul, que existe,
Sob um manto cinzento e móvel.
Chove:
A vida é triste!
— Que importa!
Ulule o vento, bata a porta
E tombe a chuva!
Que importa!
Tenho nos olhos um clarão que nada turva;
Tenho na vida um céu azul e imóvel;
Tenho na lama um jardim ondulante de palmas
Balançadas em pleno anil por brisas calmas:
Eu penso nele!
Chove...
- A vida é bela!
A vidraça chora.
O vento põe no parque um soluço de outono.
Range uma porta e bate, e parece que implora
Numa voz de abandono.
Chove...
Dir-se-ia que milhões de alfinetes acertam
Nos vidros frios e se espetam.
Chove
A vidraça chora.
O céu esconde a última nesga azul, que existe,
Sob um manto cinzento e móvel.
Chove:
A vida é triste!
— Que importa!
Ulule o vento, bata a porta
E tombe a chuva!
Que importa!
Tenho nos olhos um clarão que nada turva;
Tenho na vida um céu azul e imóvel;
Tenho na lama um jardim ondulante de palmas
Balançadas em pleno anil por brisas calmas:
Eu penso nele!
Chove...
- A vida é bela!
Algo mais: “Às vezes eu me sinto um pouco cansada de ouvir o som das minhas lágrimas caindo...”
Ao som de: Dead Gardens - Nightwish
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