domingo, 23 de outubro de 2005

Um Suspiro Contido.

Há Sol...

Minha dor é o sono dos séculos
Enquanto buscas conchas marinhas
Para enfeitar-te os cabelos
Que não mais pertencem só a mim

Aprende-se a respeitar o próprio tempo
Como própria sofreguidão que se socorre
Por não ter dúvida do sentido a caminhar
Já que não é possível mover...

Minha esperança é a dúvida dos imaculados
É a fruta divina oferecida no inferno
Tão pecaminosa quanto pode ser herege
Enquanto dormes sem saber que habito as trevas
E creio por ti...

Tomo força e respiro
Sabendo que a cada inalada um mar infindo de lágrimas desfalecerão cortantes de minhas pupilas que já não suportam mais...

Convive e acredita que sabe por ter um sorriso e um olhar que brilham...

A cada vez que olho pela janela chove
E a cada vez que me aventuro ao vento
A tempestade me acolhe com seus braços nublados
E seu tato indiferente de madrasta

Frio, tão frio quanto o abandono pode ser
Insana e insone sorrio acreditando que essa sensação
Há de impedir-me de terminar com minha própria vida...
Desvalida.
Desonrada.
Dilacerada.


Algo mais: "Rainha do paraíso, carregue-me para longe de toda aquela dor...Leve-me embora! Estou morta para o mundo."

Ao som de: Elvenpath - Nightwish

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