segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Cavaleiro Das Trevas.


Estou sozinha nesse cubículo
Tão triste e frio
Me congela por dentro
Uma lágrima de pedra desce
Por meu rosto mórbido e inexpressivo
Fantasmas acorrentados
Se espalham por todos os cantos
E eu, continuo à espera do meu anjo da noite,
Este cavaleiro das trevas
Que quebra a janela do meu quarto
E me esquenta no aconchego dos seus braços
Banhe suas presas com meu sangue gelado
Pra que assim seja completamente aquecido
Onde tornará esta noite somente nossa
Faremos amor à luz da lua
Cavalgaremos pelas estrelas,
A louca cavalgada noturna
Jamais voltarei para o lugar de onde vim
Estaremos juntos em um só
Mexendo grandes asas de morcego
Pelo caminho cego da noite
Em que a liberdade reina eternamente.


Algo mais: "Trás amanhã e trás amanhã de novo...Vai, a pequenos passos, dia a dia...Até a última sílaba do tempo."

Ao som de: Sonata, P.87. - Scarlatti (Orquestra Sinfônica de Berlim)

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