
Por mais longa que seja nossa existência, temos nossas lembranças - pontos no tempo que o próprio tempo não consegue apagar. O sofrimento pode deturpar meus vislumbres do passado; mas, mesmo diante do sofrimento, algumas lembranças se recusam a perder seja o que for da sua beleza ou do seu esplendor. Pelo contrário, elas permanecem sólidas como pedras preciosas.
É o que acontece comigo quando caminho à noite e vejo, em súbitos lampejos de lembranças desconexas, a cidade dos antigos. Quando vejo em meus delírios minha bela e doce Paris! É como se eu já estivera lá em algum tempo longínquo, caminhando por suas ruas. Paris está cravada em meu coração e em minha mente como algo tão real que muitas vezes chega a me assustar!!
Ao som de: Allegro Vivace - Mozart
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