
Um concerto noturno,
Candelabro sussurra para onde eu devo ir.
Hino das constelações como meu guia,
Enquanto eu perambulo neste caminho da noite...
Madrugadas sempre foram o meu vício.Nos idos tempos em que eu tinha paciência de sentar para escrever alguma coisa, era justamente de madrugada que a inspiração fluía,que as palavras brotavam no papel.Hoje em dia, uso as madrugadas para refletir, pensar,e por vezes até chorar.É o momento em que eu me sinto conectada comigo mesma e com o resto do mundo.
Macrocosmo derrama o seu poder em mim,
E as esperanças deste mundo que agora devo abandonar.
O desejo noturno que eu enviei séculos atrás
foi ouvido por aqueles que residiram em uma desgraça...
E de uns tempos pra cá, eu ando me convencendo ainda mais que realmente nasci para ser coruja.Às vezes me pego, insone, olhando pela janela, pensando sobre as coisas mais diversas, como que enviando meus medos/desejos mais íntimos à imensidão da noite.
Só quem conhece minha essência, entende minhas palavras.
O constante desejo pelo seu toque,
Este amargo oceano de ódio e dor.
Esta solidão que preciso para ser quem eu sou...
Como diz uma música do Iron Maiden, é fina a linha que separa o ódio do amor.Aquela velha história de odiar por quase um segundo, e após isso, amar mais e mais.
Quando eu penso que me esqueço, eu não esqueci nada.
Tenho me isolado do mundo cada vez mais,me perdendo do mundo,para tentar me encontrar.A sós,eu sei que nunca vou estar sozinha.Serve como consolo,ao menos.
Venha para mim.Livre-me de você.
E de todos os dias da Terra...
Às vezes,tudo o que eu queria era sumir do mapa.
Ou paradoxalmente, libertar-me das correntes que me mantêm presa a alguma coisa que já é abstrata.
Como sempre,eu choro para ter o que temo perder.
Sem últimas palavras para dizer,
Apenas lembranças permanecem.
Um adeus então,meu caminho continua eternamente...
Pensar no que não tem solução é uma forma de auto-punição, não? Talvez no fundo eu seja mesmo masoquista.Mas eu sempre fui com a correnteza, houvesse o que houvesse, não é agora que vai mudar.
E enquanto isso, prossigo vivendo como zumbi,e “rezando” para parar de trocar os dias pelas noites ...
P.S:As partes em negrito são trechos da música "Astral Romance", do Nightwish.Como sempre, Mestre Tuomas Holopainen dizendo o que eu gostaria de dizer e um pouco mais.
Algo mais: 'Perante minhas mágoas devo morrer...Desejos noturnos que envio através do céu estrelado.'
Ao som de: Wish I Had An Angel - Nightwish
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