
O vento sussurra seu nome
Desesperada anseio seus lábios
Carne que jamais conheci
Alma que me habita há séculos
O sangue de cristo em minhas lágrimas
Mártir de minha própria dor abafada
Sem palavras, de minha boca o silêncio
Sem desejos, apenas anseio
O toque suave, exasperando minha pele
O perfume de uma rosa, da morte em triunfo
Ouço tocar neste túmulo
Meu mais doce pranto
Foi isso o que desejou?
Agora veja!
Veja minhas mãos, o toque
Veja minha boca te anseia
A marcha segue triunfante
O que é sonho?
O que é real?
Já não mais posso distinguir
Antes de acordar
Quero me sentir viva
Antes de acordar
Quero sentir queimar este fogo
Quero sentir em minhas mãos
Suas lágrimas flamejantes
O inverno se calar
E seu coração esquentar
E antes de morrer
Quero apenas te dar
Um pouco de meu pranto
Em meio a rosas, a felicidade te entregar.
Carne que jamais conheci
Alma que me habita há séculos
O sangue de cristo em minhas lágrimas
Mártir de minha própria dor abafada
Sem palavras, de minha boca o silêncio
Sem desejos, apenas anseio
O toque suave, exasperando minha pele
O perfume de uma rosa, da morte em triunfo
Ouço tocar neste túmulo
Meu mais doce pranto
Foi isso o que desejou?
Agora veja!
Veja minhas mãos, o toque
Veja minha boca te anseia
A marcha segue triunfante
O que é sonho?
O que é real?
Já não mais posso distinguir
Antes de acordar
Quero me sentir viva
Antes de acordar
Quero sentir queimar este fogo
Quero sentir em minhas mãos
Suas lágrimas flamejantes
O inverno se calar
E seu coração esquentar
E antes de morrer
Quero apenas te dar
Um pouco de meu pranto
Em meio a rosas, a felicidade te entregar.
Algo mais: ' Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida. Meus olhos andam cegos de te ver Não és sequer razão do meu viver, pois que tu és já toda a minha vida! ... E, olhos postos em ti, digo de rastros: «Ah! Podem voar mundos, morrer astros, que tú és como Deus: Princípio e fim...» ' (Florbela Espanca)
Ao som de: ...a chuva batendo na vidraça.
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