domingo, 23 de abril de 2006

Prosseguindo,afundando na noite como um relógio sem tempo.


Uso verbos que ninguém mais conjuga.
Escrevo coisas que ninguém mais entende.
Ouço as palavras de um deus que está morto.
Vejo anjos e demônios lutando pelas almas livres desse mundo.
Sou a sombra silenciosa que te observa por entre as árvores;
A tristeza que suavemente te engole;
A doçura amarga de um beijo.
Sou o sim.
Sou o talvez.
Mas sou principalmente o 'não' que faz chorar.Que derruba castelos e despedaça sonhos.Mas que ensina que toda dor é passageira: o que fica é a beleza do que vivemos.
Eu sou a verdade que se esconde atrás da mágica.
Sou a mentira que habita as juras de amor eterno.
Sou meu próprio infinito, pois só tenho a mim mesma para amar.
Eu sou o mais próximo do paraíso que você conseguirá chegar.


...E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar.


Ao som de: Midnight - Red Hot Chili Peppers

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