
A custa de muito sofrimento eu aprendi, que as palavras tem poderes maiores que os dos Deuses e que elas em si podem tornar-se Eles se assim desejares.
Não julgo meus atos, menos ainda a pessoa que me tornei... Todo desprezo que demonstro muitas vezes nem é real e sim apenas uma forma de manter-me protegida do mundo, o que na verdade quer dizer que desejo proteger-me de mim mesma.
Sou inconstante como ondas ou a brisa que muda seu rumo de maneira rápida e imprecisa. Estou consumida por meus tormentos... Sim! Cabe-me dizer a ti que sou como a lua, cheia de fases, ou como as grandes atrizes da ópera, que a cada nova peça faz surgir um novo personagem. O que tenho a fazer se não admitir o meu “eu” errôneo, indiscreto e vulgar. Posso ser apenas aquela garota maluca. Que seja!
Estou rodeada por demônios e eles querem que eu seja má... Minha consciência oscila entre o que eles dizem e o que eu necessito. Sou fraca, sempre faço o que eles querem...
Em suma verdade, sou apenas uma menina que precisa de carinho, jamais ser compreendida, apenas aceita com defeitos ou sem eles...
Eu posso ser o doce que alimenta tua alegria, mas também posso ser o amargo que destrói a tua vida. Posso ser tudo o que tu desejares, mas nunca deixarei de ser o que fiz de mim mesma. Talvez alguém eternamente triste, ou aquela que procura um motivo que mereça mudança e transformação do que me tornei naquilo que posso vir a ser.
Ao som de: Omission - John Frusciante.
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