quinta-feira, 4 de maio de 2006

Não sei de nada.Nem da vida,nem de Deus.

O corte é superficial e a coragem é pouca. Rezo pra que eu tenha força e crave o que estiver na minha frente até que ache o pequeno cisto que irrita o meu olho;Até que ache o "medo" que me apavora; até que cutuque a dor que doera ainda mais até que eu não a possa sentir.Até que tudo se acalme pra que eu possa sangrar novamente.
Olho pra todos esses rostos vazios,de vidas vazias e entediadas que são exatamente como eu e das quais sinto tanto nojo que,às vezes, duvido que ainda esteja viva.
Mas será que não há nada de novo? Será que não há como me verem aqui? Será que nunca existirá algo que reacenda alguma criatividade? Será que isso existiu um dia?
A porta entreaberta, a chuva atrás da janela...
Penso e me orgulho de não ser tão feliz quanto às pessoas lá fora.Elas se iludem, mas eu não.
Observo e absorvo tudo que passa na minha frente.O que escrevo é tanto uma confusão de sentimentos quanto uma total falta de criatividade.
Na verdade eu sou tão odiável quanto eles.Não sei de nada.Nem da vida,nem de Deus.


Ao som de: Slow Cheetah - Red Hot Chili Peppers

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