sexta-feira, 4 de agosto de 2006

...É a vida caindo no tempo!


Ouço uma fonte
É uma fonte noturna
Jorrando.
É uma fonte perdida
No frio.


É uma fonte invisível.
É um soluço incessante,
Molhado, cantando.


É uma voz lívida.
É uma voz caindo
Na noite densa
E áspera.


É uma voz que não chama.
É uma voz nua.
É uma voz fria.
É uma voz sozinha.


É a mesma voz.
É a mesma queixa.
É a mesma angústia,
Sempre inconsolável.


É uma fonte invisível,
Ferindo o silêncio,
Gelada jorrando,
Perdida na noite.
É a vida caindo
No tempo!


Ao som de: Finale : Molto Allegro - Wolfgang Amadeus Mozart

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