sábado, 2 de fevereiro de 2008


Quando a luz se apaga e já não vejo as placas.





Foi-se o tempo em que ter o que dizer serviu pra alguma coisa
E encontrei sentido em manter passos que nada de novo oferecem
Ou esperanças de que tudo isso irá ter fim.

Porque "hoje é mais um dia como outro dia qualquer”
E meus olhos não acham sentido algum
Quando a luz se apaga e já não vejo as placas.

Me diz pra onde eu vou quando a voz se cala
E só me restam mágoas.
Me diz quem é que eu sou
Quando a um mar de nada entrego minhas forças
E desisto de entender.

De que vale olhar tanto o espelho se ninguém vai te procurar ?
De que vale guardar tanto segredo se ninguém se interessa
Por tudo o que você pensa ter de melhor nessa vida ?

É só mais um dia comum
Em que o céu desaba
E estrelas de lata ferem nossas mãos.
É só outra ambição a ser cultivada e depois destroçada.
É só outra ilusão...
Me diz pra que então pensar não ser água
E tentar inflamar nossos corpos em vão.
Me diz qual a razão de cultivar a estrada
Quando sei que nada nasce de nossas mãos.
É inocência então crer sobreviver ao dia comum

Quando na verdade ele é quem manda em nossa vida
E nos dá o gosto da partida
Mesmo sem nunca termos saído daqui.
É só um dia então como outro dia qualquer,
Em que você não é ninguém
Especial pra ninguém...




“... E o que esperam de mim, nunca sei. Os sentimentos alheios são tão estranhos quanto os meus... me definho em angústias...em querer entender...E assim, não sei mais o que espero de mim..."


*Listening: Before I'm Dead – Satan’s Night Out

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