não me permite o retorno, mas o presente levanta generosamente meu semblante descaído e me faz enxergar que não posso mudar o que fui, mas posso construir o que serei. Podem me chamar de louca, psicótica, maluca, não importa. O que importa é que como todo mortal, um dia teminarei o show da existência no pequeno palco de um túmulo, diante de uma platéia de lágrimas.
(...)
- Nesse dia, não quero que digam: " Eis que nesse túmulo repousa uma mulher rica, famosa e poderosa, cujos feitos estão nos anais da história." E nem que digam: "Eis que jas nele uma mulher ética e justa". Pois isso é mera obrigação. Mas espero que digam: "Eis que nesse túmulo repousa uma simples caminhante que entendeu um pouco o que é ser um ser humano, que aprendeu um pouco a ser apaixonada pela humanidade e conseguiu um pouco vender seus sonhos para outros passantes...
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