sábado, 31 de dezembro de 2011

A vida em tons de cinza

Quis manter meus pés no chão
Despenquei do mesmo jeito
Na tábua de salvação
Escorreguei, mais um defeito
Não sabia o que esperar
E esperei pelo pior
Mas o pior foi piorar...

O que foi 2011? Pois é, não sei.
Nunca foi tão difícil escrever sobre um ano da minha vida! 2011 não foi um bom ano para mim, mas também não foi ruim. Foi um ano de pontos finais e de reticências.
A tão sonhada universidade não veio mais uma vez. Mas o ano começou bem com um novo emprego, novos amigos, novos planos.  Em março coloquei um ponto final em algo que não era nem para ter tido início um dia. Mas no decorrer do ano fui percebendo que o ponto final não foi muito eficaz, era necessário enterrar o passado. E eu fui lutando, e tentando esquecer tudo o que um dia foi. Tudo o que me destruiu nos últimos 3 anos. Mas o fantasma do passado me assombrou por todo esse ano. Me segurou, me impediu,  me mutilou. E doeu. Muito.
Nesse ano muitas pessoas entraram na minha vida de repente, e da mesma forma se foram. É triste, mas não é novidade para mim. Eu mesma estou sempre indo e vindo. Nunca fui de fixar “residência” por muito tempo na vida de ninguém.
O coração, que já foi remendado tantas vezes, andou batendo forte esse ano... Mas também já anda cansado dos golpes. Acho que ele se cansou de lutar, assim como a dona dele. C'est la vie.
Aos 45 do 2º Tempo vieram coisas boas que talvez façam meu 2012 ser melhor... O estágio no Museu de Arte Sacra tem sido um pedacinho de felicidade que estou tentando me agarrar com toda a força. E ver o Jay nos últimos dias do ano me fez sorrir de novo. Sorrir de verdade depois de muita dor.
E 2011 foi assim, em tons de cinza. Com uma corzinha aqui outra ali.
E agora fica a esperança de ter um pouco de paz e coisas boas. Fica a esperança de conseguir apagar o que foram os últimos 3 anos.
Hoje, sinceramente, não sei dizer quanto de mim restou. Eu sei que nunca conseguirei voltar a ser quem eu era. São muitas marcas, muitas cicatrizes que nunca vão me abandonar. Mas eu quero aprender a conviver com isso sem tanta amargura.

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