terça-feira, 12 de agosto de 2008

Acredito que o que não nos mata nos torna mais...ESTRANHO.

Ela é tão estranha.
Às vezes ela pode ser tão forte e fria! Mas também pode ser tão frágil quanto se possa imaginar.
Ela muitas vezes se mostra inteligente, mas é o mais fundo poço de dúvidas, poucas vezes ressarcidas com sua curiosidade.
Ela tem em mente o que é certo, mas o errado a atrai com a força de mil imãs.
Ela imagina conversas, dias, lugares, pessoas, que povoam sua mente, mas nunca povoarão a Terra, pois ela já se cansou de esperar pela ligação que não vinha, pela palavra que nunca foi dita.
As pessoas normais a cansam! ¬¬
Ela gosta de ser assim, anti-social. Talvez você passe do lado dela na rua e ela nem note sua presença. Há dias em que se apodera dela um sentimento mais negro que a mais negra melancolia: o desprezo pelos homens.
Ela prefere críticas construtivas à elogios, pois assim ela consegue melhorar.
Tem partes do passado dela que ela prefere apagar, mas poucas vezes se conforma, pois foi este passado que fez quem ela é agora. Tem algumas coisas na sua vida que ela não se orgulha. Tem coisas que ela prefere que os outros não saibam. Ela acha que está tudo muito banal.
Ela acha os seres humanos incríveis, por terem criado tanto, por terem descoberto tanto. Mas tão rapidamente ela se assusta com tudo aquilo que foi criado e descoberto também. O homem, que teve a capacidade de cruzar os mares e pintar La Gioconda, também pôde fazer tanques de guerra e descobrir a pólvora. Algumas vezes ela se envergonha de fazer parte de uma espécie que ao invés de progredir, vem regredindo. Muitas vezes ela vê o noticiário e se emociona, mas ela já tem desistido da política. Ela defende seus ideais com um fervor imenso, ela quer que o mundo conheça sua idéias, ela quer gritar um hino de revolução, mas não consegue, então guarda seu vulcão em erupção para si mesma.
Ela acha os seres humanos patéticos também, por caírem de amores por alguém, só para quebrarem a cara depois, e fazer isso de novo e de novo e de novo... Ela odeia quando tal chama é acesa em seu peito, pois faz com que suas idéias se enevoem, que sua razão pule pela janela.
Ela abomina os abusos da juventude, mesmo fazendo parte dela. Como um amigo dela disse certa vez, ela acha que é um ET. Agora ela não duvida muito disso.
Ela usa pessoas como sonífero enquanto elas tentam faze-la de palhaça. Ela aprendeu que para se crescer como pessoa é preciso cercar-se de gente mais inteligente do que ela.
Ela cansou de se importar com o que os outros dizem à seu respeito, ela ignora aquele que reclama do seu jeito, ela fecha os olhos e acompanha a melodia daquela velha música.

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